quinta-feira, 8 de outubro de 2009

A propósito das autárquicas...

Nota prévia: eu não gosto do Presidente de Junta de Freguesia de Benfica, o Sr. Domingos Pires.
Recentemente, o Jornal de Lisboa publicou uma notícia sobre o meu pouco estimado Sr. Domingos Pires, onde se pode ler:

"Durante os quatro anos do seu mandato, o presidente da Junta de Freguesia de Benfica recebia o ordenado da GEBALIS, mas não trabalhava. Domingos Pires ganhou cerca de €1.500,00 por mês sem trabalhar. A administração da GEBALIS despediu-o no fim de Agosto."

Devo dizer que muito prezo a administração da GEBALIS pela iniciativa. Claro está, e como seria de esperar, o Sr. Domingos Pires veio tentar desmentir a notícia, no edital do nº16 do Boletim Informativo da Junta de Freguesia de Benfica, de Setembro de 2009. E escrevo tentar porque, francamente, acho que fracassou. Mas isso é apenas a minha opinião. Vejamos então o que o meu amigo escreveu no edital:

"...repudiamos as CALÚNIAS que aparecem no "Jornal de Lisboa", contendo um conjunto de mentiras caluniosas que não podemos calar nem passar em branco sobre injúrias torpes, pelo que informamos que já apresentámos queixa-crime contra o Director do Jornal e demais intervenientes..."

Importa-se de repetir? É que não percebi nada.
Não podemos calar nem passar em branco as mentiras caluniosas?
Bom, estando escritas e publicadas, caladas já não serão. Aliás, estando escritas, no máximo, podemos apagar. Mas faz de conta que calamos. Não vale a pena ser tão literal. Até aqui, estou consigo. Leia-se, ainda percebo o que quer dizer.

Agora... não podemos passar em branco? Oh meu caro amigo:
Tem mesmo a certeza que quer passar em branco um conjunto de mentiras caluniosas?
Tem mesmo a certeza que quer branquear mentiras caluniosas?

Eu esperaria o contrário, de uma pessoa séria como o senhor. Não deixar passar em branco as calúnias sobre as injúrias torpes significa, literalmente, não branquear as calúnias sobre as injúrias torpes, certo? Se são calúnias sobre injúrias, isso significa que as injúrias lhe são, afinal, devidas, ainda que torpes?

Sugiro-lhe que deixe o director do Jornal de Lisboa em paz e processe a sua professora de instrução primária, se ainda for viva. Claramente, ela andou a receber dinheiro do estado e não cumpriu o seu papel de alfabetização de forma aceitável.

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